Ordens ou desordens?
"Queres criar um sindicato dos informáticos? Estás tramado. Há mais de 10 anos trabalhei como informático e não existe classe profissional mais desunida do que os informáticos".
Estou a testemunhar que sim. Parece que o maior entrave à criação do sindicato não serão as entidades patronais ou a legislação, mas sim os próprios informáticos.
Com este sentido de união não admira que as entidades patronais façam o que querem, ignorando a lei e direitos básicos dos seus trabalhadores.
Se alguém será excluído do Sindicato, serão aqueles que queiram criar desunião e destrui-lo mesmo antes da sua criação.
Defendo a união, mas cada individuo vale o que vale, independentemente de grau académico ou denominação profissional. Não é uma Ordem que vai melhorar a minha imagem profissional ou as minhas condições de trabalho, antes pelo contrário como se pode testemunhar noutras profissões regidas por Ordens.
Para terminar com esta questão das Ordens. A Ordem dos Engenheiros já tem um Colégio de Engenharia Informática. Porque é que estão a debater este assunto aqui?
Ou o objectivo é criar uma Ordem de não-Licenciados ou uma Ordem que se sobreponha à dos Engenheiros?! Se fôr, boa sorte, mas este não é o lugar adequado.
O meu trabalho é a razão do respeito que outros possam ter por mim e não a denominação profissional. A questão do Dr. Informático, Engenheiro Informático, Técnico Informático ou Professor Informático são provincianas.
A eficiência com que cada um desempenha o seu trabalho é que o valoriza profissionalmente e não uma Ordem.
Todos os que se identifiquem como informáticos serão bem vindos a este Sindicato, quando e se alguma vez ele chegar a existir.